quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Você já parou pra pensar

Que em nenhum seriado, filme, desenho, ou o que seja, tem zumbi tatuado? Também não tem zumbi com a unha feita. Porque né, vai que a moça foi mordida quando estava com as unhas feitas? Seria o meu caso. Se eu fosse infectada, seria uma zumbi com unhas feitas e tatuada. Acho que nenhum roteirista de histórias zumbísticas jamais pensou nisso. E também nunca pensou em matar a Lady GaGa, por exemplo. Digo, criar um zumbi famoso. Tudo bem que famosos são podres de ricos, e provavelmente se algum deles fosse infectado a cura pro vírus seria encontrada antes dele poder virar um zumbi famoso. Mas hipoteticamente falando, seria legal.
Quem aí tá assistindo Walking Dead? Imagina o Rick e sua trupe correndo de zumbis loucos, enfiando headshot em tudo que podem. De repente eles percebem que mataram o cadáver do Paul McCartney! EEEEEHEEEEEEEE eu ia achar legal.
E quem mais aí achou os walkers do seriado muito rapidinhos? Tipo, eles correm! CORREM MESMO! Te alcançam e te comem na moral.
Isso me fez lembrar que nos últimos dois meses sonhei cinco vezes com zumbis. E todos os meus sonhos foram animais. Lembro de uma parte em que eu corria em um descampado com trocentos zumbis atrás de mim, e uns meio mongolóides ficavam na frente. Sabe o que eu fazia pra livrar meu caminho dos mortos-vivos? DAVA VOADORA. Sério, foi legal.
Em outro sonho eu estava dentro de uma cerca de arame farpado, e lógico que eu estava cercada de zumbis também. Foi tanto headshot que eu acordei com vontade de jogar CS, coisa que eu nunca fiz na minha vida.
Enfim, toda vez que eu sonho com zumbi eu acordo feliz.


Eu devia escrever um roteiro para um filme de zumbis.
Se bem que o mercado já tá saturado.

domingo, 24 de outubro de 2010

É engraçado quando você odeia uma pessoa

Tudo o que ela faz se torna irritantemente ridículo e insuportável, dá vontade de chegar da voadora de dois pés e colar a cara dela na parede.
Na verdade não precisa nem odiar pra que esse "sentimento" exista. É só ter uma certa rixa, ou alguma desavença.
Tô falando disso porque eu odeio algumas pessoas. Algumas com motivos sérios, outras por motivos bestas, e tem umas que recebem o meu ódio por puro destino. Nasceram para serem odiadas por mim. E é patético como eu consigo transformá-las em bobos da corte.
Vou exemplificar: você entra numa festa e PÁ! aquela fedida (ou fedido) está lá. Legaaal, vocês trocam aquele olhar de ódio eterno (porque geralmente a pessoa também te odeia) e depois se ignoram. Ou não: logo você começa a reparar nas companhias, na roupa, no jeito de andar, no cabelo, em tudo. E acha tudo brega, cafona, sem noção e ridículo. E boa parte das vezes nem é. É tudo fruto do ódio que você nem sabe mais porque sente.
Mas o engraçado mesmo (já aconteceu comigo), é quando alguém odiado se torna alguém amado. Por ironia do destino você se vê obrigado a conversar com a baleia (ou baleio) e de repente ela não parece tão baleia. E logo vocês conversam tranquilamente, e depois de um tempo estão emprestando roupas (aquelas ridículas e bregas) e combinando de fugir do país porque o Brasil já não comporta duas celebridades como vocês. E aí o ridículo se tornou você, por ser tão mesquinho.

VIVA OS BREGAS (or not)



Viu, é engraçado.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Festas à fantasia

São na verdade um show de horrores. As pessoas planejam o que vão vestir um mês e meio antes da festa, e a fantasia fica SEMPRE ridícula. Claro que tem suas exceções, porque tem a patricinha que peida grana pra mandar fazer em São Paulo ou Curitiba.
O fato é que é festas à fantasia são engraçadas. Tá todo mundo tosco. E sempre tem os idiotas que toda festa à fantasia precisa ter para ser considerada válida:
1) A piriguete feia e gorda que vai de diabinha e acha que tá seduzindo geral com chifrinho de isopor.
2) O baitola pançudo que que vai de chapéu de cowboy cor-de-rosa e acha que tá parecendo muito macho.
3) O marmanjo sarado que veste uma fralda e carrega uma mamadeira, e finge que tá vestido de nenê só pra ir quase pelado.
4) A retardada (mulher) que vai de drag queen achando que vai pegar alguém (e se pegar, parabéns!, devia estar bem sóbrio)
5) O grupinho de patricinhas (umas 40) que resolvem ir todas iguais com a fantasia mais tosca da festa. É sempre alguma bebida, algum cigarro, e nunca fica parecendo o que era pra ser.
Mas também tem aqueles caras geniais, que não vão pra se aparecer, que vão pra se divertir mesmo. São aqueles que se pintam de verde pra ir de sapo, os que se enchem de papelão e vão de PSP ou Barbie que ainda não saiu da caixa.
Claro que tô falando do Churrascon. Não fui, e pra falar a verdade (antes de ver as fotos e ouvir comentários) eu queria ter ido.

Festa à fantasia existe pra fazer os que não foram ficarem felizes de não terem ido. E pra fazer todo o resto do mundo rir no dia seguinte.


Pelo menos foi open-bar, né gente :D KEKEKEKEKEKEKE zoei.

sábado, 16 de outubro de 2010

Tenho 3 cachorras

Duas são labradores, uma é vira-lata. E a coisa mais interessante de se ter cachorros, é analisar a personalidade deles. Sim, apesar de serem cachorros, eles tem personalidade, e você que tem algum tipo de bicho em casa me entende. Bichos são gente.
Pois então. Uma das minhas labradores, a Bella, é total bicho grilo. É super na dela, na boa, relax. Meio tensa, arisca, não curte muito que fiquem mimando e puxando o saco. Mas o mais bonito nela é o quanto ela é fofa. Ela não espera nada da gente, e quando ganha faz a maior festa, faz questão em agradecer de algum jeito.
Outra é a Maia. É a cachorra mais desembestada e retardada do universo. Boba, desengonçada. Mas é um amoooooor de bicho. Carinhosíssima. A coisa que ela mais preza e mais gosta no mundo é estar junto, fazendo companhia pra gente. Gosta de carinho mas não resiste à tentação de morder (de brincadeira né) quando uma mão chega perto do cangote dela. Como eu disse, uma retardada.
A mais inteligente é a Naomi, a vira-lata. Espeeeeeeeerta em todos os sentido. Sempre de olho em tudo, procurando oportunidade pra se aproveitar das coisas. Gosta de ficar junto quando sabe que vai ganhar alguma coisa, se não nem dá bola. Deita no chão e mostra a barriga pra receber carinho, mas isso não é um sinal de submissão. É uma ordem pra acariciá-la. Sério. Além de tudo é territorialista, e esse instinto é maior que o da sobrevivência. Se ela pudesse mijava na cara de um pitbull pra mostrar que ali é território dela (e depois morria, mas marcava território). É uma safada.

E eu diria que tem cachorro que é mais gente que muita gente.

domingo, 3 de outubro de 2010

Sobre eleições

1) Santinhos não são santinhos, são demoninhos. Alguém já viu como tudo aquilo vai parar lá? É coisa do capeta.
2) Acho muito conveniente as zonas eleitorais se chamarem zonas. Afinal, são zonas. E entenda como quiser, todas as opções são corretas.
3) Trending Topics do Twitter não conta voto. Não importa quantas mil vezes você twittar #Candidato666, ele não vai ganhar por isso.
4) É um saco gente dando sermão por saber que você votou nulo. O voto é seu direito (e obrigação, mas enfim) , e se você quiser anular, ANULE. Melhor 00 com sinceridade do que qualquer outro número que depois te deixe com peso na consciência.
5) Vai vencer o candidato que for mais votado. Então PELO AMOR DE DEUS, não precisa dar pitizinho político por que o seu candidato não ganhou. Paciência, isso é pra ser democracia.

Fim. Viva o Brasil.

domingo, 26 de setembro de 2010

Inevitável

Falar sobre eleições. É que, com toda a certeza, é o que mais vem me irritando nas últimas semanas. Propaganda, horário obrigatório eleitoral, discussõezinhas furrebas, briguinhas entre eleitores, pesquisas, gente com bandeiras e cartazes em cada esquina, caminhões com jingles completamente irritantes. PODE EXPLODIR TUDO!
Antes de mais nada, gostaria de deixar clara minha posição política: EU VOTO NULO. Não voto em ninguém porque meu voto, seja pra quem for, não vai ser sincero. Então prefiro votar em ninguém a votar numa mentira :)
Acho política uma palhaçada. Não, sério, presta atenção no rebuliço que uma eleição causa no país. Lógico, é tempo de escolher o novo chefe do Estado, mas não tô falando disso. Falo do incômodo que isso é pra qualquer cidadão brasileiro. Digo, quem é que gosta de acordar com jingles mal feitos às 10 da manhã de sábado? Mas o que mais me irrita, e imagino que a uma grande maioria também, são as discussões que propostas diferentes causam entre eleitores. Inevitavelmente acabamos sendo espectadores delas, seja em Twitter, Orkut, sites, TV, rádio, ou até na fila do mercado (minha mãe presenciou uma essas dias). Sabe, isso me tira do sério. Cada um vota em quem quiser, cada um tem uma cabeça, cada um sabe o que acha melhor pro país e é no mínimo uma obrigação respeitar isso. Porra, que custa? É só fechar a boca e esperar o dia da eleição. Vencerá quem a maioria achar melhor, E FIM.
Pô coisa chata!
E só não digo que o voto deveria ser facultativo aqui no Brasil porque não funcionaria. Simplesmente porque os que votariam são os que tem informação, os que estudam, que no Brasil, infelizmente, é uma pequena parte. Ou seja, o governo seria sempre um legado de interesses da classe mais alta, e o Brasil continuaria na merda.
É por esse(s) motivo(s) que odeio eleições, odeio política e odeio políticos.


E achei que aquela parada de pegar a criançada no colo e beijar era coisa de desenho animado. Presenciei uma falsidade dessa esses dias.

Lamentável.

domingo, 19 de setembro de 2010

Eu aprendi

A sacrificar coisas que eu gosto muito (mas muito mesmo) por coisas melhores no futuro. Dói, machuca, e talvez deixe cicatrizes, mas com o tempo tudo vai ficar bem. O tempo é o remédio de tudo. Nem sempre ele cura, como qualquer medicamento, mas ele ajuda sim. Então eu aprendi a esperar. Ou estou aprendendo.
Quando se mora com os pais, nem tudo é do jeito que a gente quer. Por isso estou escrevendo tudo isso. Porque aí você é obrigado a sacrificar vontades e desejos intensos e ficar esperando. E o normal é ficar completamente doente de raiva por não poder se fazer o que quer. Puta, eu fico doida, com vontade de quebrar tudo e arrebentar a cara dos meus pais, mas sei que não sou a única. Você também já quis quebrar seus pais. Cara, eles não têm culpa, são pais. Eles também já se sacrificaram.

Dói, fode a vida, mas depois fica tudo de boas.
Só esperar.


Por isso eu prometo, amor: vai ficar tudo bem.